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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Reforma ministerial será fatiada

A presidente Dilma Rousseff decidiu fatiar a reforma ministerial. Nesta semana, dará o primeiro passo das mudanças ao confirmar a transferência de Aloizio Mercadante da Ciência e Tecnologia para a Educação, em substituição a Fernando Haddad, que deixará o governo para se candidatar à Prefeitura de São Paulo pelo PT.

Num segundo momento, que pode ocorrer em fevereiro ou março, a presidente vai substituir os outros ministros candidatos nas eleições municipais - por enquanto, apenas Iriny Lopes, titular da Secretaria de Políticas para a Mulher, além de Haddad, decidiu sair para disputar as eleições (no caso, a Prefeitura de Vitória, também pelo PT).

O passo seguinte será trocar os ministros mal avaliados pelo governo. São os casos de Mário Negromonte, ministro das Cidades; Gastão Vieira, do Turismo; e Ana de Hollanda, da Cultura. É nesse momento que a presidente definirá os nomes dos ocupantes dessas Pastas e dos ministérios, como o do Trabalho, comandados atualmente por interinos.

A presidente decidiu antecipar a saída de Fernando Haddad da Educação a pedido do próprio ministro, que almeja iniciar logo a articulação de sua campanha eleitoral. A ideia inicial de Dilma era segurar Haddad até o momento em que fosse anunciar a reforma completa do ministério.
Dilma não desistiu de fazer uma reforma ampla de sua equipe, inclusive, com a fusão de Pastas. Seus objetivos são aumentar a eficiência do ministério e promover um maior equilíbrio das forças políticas que a apoiam no Congresso Nacional. Ela quer fazer mudanças também no segundo escalão do governo (secretarias, diretorias de estatais etc.).

A presidente já decidiu que, se não houver acordo para transferir a Secretaria de Portos, hoje vinculada à Presidência da República, para o Ministério dos Transportes, promoverá mudanças na área com o atual ministro (Leônidas Cristino, indicado pelo PSB). A ideia, em estudo, é fazer concessões de alguns portos federais ao setor privado, para viabilizar investimentos. O modelo se inspira no que o governo está preparando para os aeroportos.

Assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Dilma estabeleceu, no primeiro ano de mandato, ligação direta com alguns secretários-executivos. Foi a forma encontrada para driblar nomes indicados pelos partidos que ela considera ineficientes. Em geral, esses secretários têm perfil mais técnico e trânsito no Palácio do Planalto. (Fonte: Senado Federal).